Estou vivendo uma fase de vida diferente e, talvez, bastante especial. Pela primeira vez na vida tenho todos os meus dias só para mim. Sou dona do meu nariz e da minha agenda. Voltei a morar na cidade onde nasci, o Rio de Janeiro, depois de mais de 20 anos experimentando diferentes cidades e culturas.
Estou a espera de algumas coisas.
Espero pelo início de uma nova carreira.
A carreira está lançada. Fiz tudo o que precisava ser feito: escrevi um livro, lançado por uma grande e conceituada editora. Agora pretendo dar palestras sobre o assunto do livro. Fui aceita como participante de um dos melhores e mais conceituados sites de palestrantes do Brasil, mas, por enquanto, parece que o assunto por mim abordado, a ética das pessoas nas empresas, não despertou o interesse dos gestores de recursos humanos. Acredito ser questão de tempo as empresas perceberem o enorme tamanho do custo invisível provocado pela falta de conduta ética dos colaboradores.
Espero também por um grande e verdadeiro amor. Esse parece mais difícil, mas acredito que ainda vai acontecer.
Completei 50 anos em 2009. Sinto que completar meio século nos obriga a fazer um balanço da vida. Fiz o meu e gostei de quase tudo. Alguns arrependimentos (poucos) e muita saudade.
Como estou sem atividade profissional rotineira, não está me faltando tempo para recordar. Fazer avaliações e auto-críticas não resolve o passado, mas pode contribuir muito para o futuro.
Então, não me furto a essa prática, que tem ocupado boa parte do meu tempo.
Passei a malhar diariamente em julho de 2009. Menos de um mês antes de completar meus 50 anos de vida. Hoje, percebo as mudanças no meu corpo e elas me deixar muito satisfeita.
Mas minhas tardes estão ocupadas por algumas saídas e muitas horas em frente ao computador. Por isso, resolvi registrar minha história de vida. Pra que? Sei lá. Quem sabe alguém se interessa? Considerando que já fui atleta, miss, mochileira, executiva, esposa amada e depois traída, penso que algumas passagens podem ser interessantes para alguém que esteja vivenciando situações parecidas.
Pretendo escrever sem comprometimento com a ordem cronológica dos acontecimentos. Se você gostar ou não gostar do que leu, me deixe saber sua opinião, tá?
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