sexta-feira, 30 de abril de 2010

Tempos de Nadadora

Em maio de 1971, aos onze anos de idade, comecei a nadar. Como já tinha noções de natação aprendidas com a professora do parque infantil do América, logo passei a treinar com a equipe de nadadores mirins e isso me agradou bastante.
Não muito tempo depois de começar a treinar diariamente, participei de uma competição interna do América. Na prova de 50 metros livre, disputei o primeiro lugar com a então favorita Leila. Afirmo, sem medo de errar que, na verdade, venci a prova, mas esse resultado foi tão inusitado que os organizadores decidiram declarar empate. Muita gente, muitas mães que sabiam da proteção que o técnico dedicava à Leila, reclamaram daquela decisão afirmando que eu havia vencido, mas de nada adiantou. Dividi injustamente o lugar de campeã da prova no podium, sensação que experimentava pela primeira vez, com uma nadadora que, na verdade, tinha perdido a prova para mim.
Para minha sorte, o pai de outro nadador, o Marquinhos, filmou a prova. Naquela época ainda era necessário esperar a revelação do filme Super 8 para poder ver o que havia sido gravado. Meses depois, essa fita foi exibida durante a festa de aniversário do Marcos. A verdade então apareceu nitidamente! Todos viram que eu havia vencido e alguns comentaram isso em voz alta.
Nosso treinador chamava-se Julio Arthur Duarte Mendes, um apaixonado pela natação e, com certeza, um dos melhores prifissionais que a natação brasileira já teve. Julio adotava práticas inovadora para aquela época. No início dos anos 70, ele já orientava seus atletas a comerem pão e arroz integral, que só eram encontrados em lojas especializadas. Acompanhava com muita atenção não apenas a alimentação. Nossos treinamentos eram acompanhados de perto por Julio que, sempre com o cronômetro na mão, observava cada braçada. Por outro lado, seus métodos cerceavam a liberdade dos melhores nadadores e isso provocou algumas baixas prematuras de jovens na pré-adolescêncja que não suportavam tanta patrulha. Mas isso não desmerece o talento do Julio. Enquanto as equipes dos outros clubes cariocas nadavam sempre mais de 5 ou 6 mil metros por dia, a equipe do América dificilmente superava os 4 mil metros, mas com um aproveitamento muito superior. A partir dessa primeira prova em que fui prejudicada,passei a me dedicar aos treinos com mais empenho. É verdade que havia um outro bom motivo para gostar de ir nadar, e esse motivo tinha nome: Marcos Lima. Marquinhos era o campeão mirim de natação do América. Aos dez anos de idade, já era destaque nos campeonatos da classe petiz de natação no Estado do Rio de Janeiro.
Eu nutria uma paixão platônica por Marquinhos, por isso me dedicava mais aos treinos. Além de querer melhorar meus resultados, também queria estar perto do garoto.
Eu não consegui me entrosar com o restante da equipe logo de início. Até hoje sou uma pessoa que enfrenta dificuldades quando chego num ambiente estranho. Fico amarrada numa timidez que bloqueia até meus pensamentos e me impede de participar das conversas. Quem me conhece melhor fica impressionado com essa timidez inicial já que, normalmente, sou até bastante falante.
Fiz algumas amizades importantes na natação do América. A maior delas foi Elaine Maiolino, uma figurinha alegre e muito agitada.
Com o tempo, a timidez foi passando e fui me entrosando com o pessoal que veio a ser a minha primeira turminha da adolescência. Valéria, a primeira amiga, passou a nadar no América também e se juntou à galerinha. Com o passar dos anos fui emagrecendo, aperfeiçoando a técnica e ganhando autoconfiança. As competições eram a coroação do esforço diário que exigia dedicação em treinamentos que aconteciam normalmente no final da tarde e que às vezes eram realizados pela manhã e à tarde, e se prolongavam até o início da noite. Competíamos em campeonatos amistosos, municipais, estaduais, estudantis e nacionais, além de travessias marítimas.
Naqueles tempos, a baía de Guanabara não estava tão poluída e ainda era possível nadar entre a praia do Barão, na Ilha do Governador e o Iate Clube Jequiá, na mesma ilha. Todos os anos, no dia do Exército, acontecia uma travessia do Morro da Viúva até o Forte São João, na Urca, uma das medalhas mais bonitas que conquistei. Também atravessamos do Forte São João até o Calabouço no Clube Internacional de Regatas, ao lado ao aeroporto Santos Dumont. Numa outra oportunidade, fizemos a travessia da Ilha das Cobras até a Ilha Fiscal.
Leila era minha rival nas águas e no amor. Ela foi a primeira a namorar o Marquinhos e por isso virou “inimiga mortal” das demais meninas da equipe, quase todas apaixonadas por ele. Depois, Leila passou a competir nadando costas e assim nós deixamos de disputar as mesmas provas. Aliás, ela conquistou resultados muito melhores nadando costas, chegando a bater o recorde estadual de sua categoria.
Ainda assim, numa das edições dos Jogos Estudantis patrocinados pelo Jornal dos Sports, competimos juntas a prova de 200 m nado medley. Foi uma disputa de sangue e suor! A prova foi na piscina da Universidade Gama Filho e nadamos lado a lado nas raias centrais. Os primeiros cinquenta metros do nado borboleta nós nadamos braçada a braçada, com pequena vantagem para mim, quando viramos para os cinquenta metros costas, ela conseguiu botar uma grande vantagem, já que era campeã nesse estilo e eu, até hoje, não consigo deslizar nadando costas. Todavia, Leila era péssima no nado de peito e aí eu tirei toda a vantagem que ela havia conseguido. Viramos para o nado livre juntas e a disputa foi muito acirrada. Cheguei sem saber quem tinha vencido a prova.
Dessa vez eu não tive certeza de quem havia batido em primeiro lugar porque a prova foi de noite, a piscina não estava muito bem iluminada. Fiquei soltando os músculos na água enquanto aguardava o resultado. Foi emocionante! O resultado começou a ser anunciado pelo sistema de som: em oitavo lugar, fulana, sétimo lugar, beltrana.....e, em segundo lugar, Leila, do América.
UAU!!! Eu tinha vencido. Foi a glória!
Saí da água extasiada. Mas, quando cheguei junto da equipe, não sei por que cargas d'água, Julio Arthur veio dizer que havia um engano, que ele tinha informado as raias invertidas e que, portanto a vencedora era a Leila.
Foi mais que um balde de água fria.... foi um sentimento de perda, de verdadeira desolação...Fui para um canto constrangida, mas, logo em seguida, lembrei do locutor informando as raias de cada nadadora antes da prova. E meu nome foi falado na raia que eu nadei. Portanto, não havia espaço para enganos! Eu havia nadado na raia correta. Então, eu tinha vencido! Voltei correndo para perto do Julio e disse que ele estava errado. Ele riu e disse que a vitória era realmente minha, que era apenas uma brincadeira. Senti tanta raiva dele naquele momento! Eu vencendo uma prova que, para mim era muito importante porque era a correção de uma injustiça cometida no início de minha vida de atleta, onde me foi roubado o prazer da vitória, pois tive que me contentar com um empate falsificado, e ele faz aquela brincadeira sem graça só pra cortar minha alegria... Fiquei muito puta da vida!
Sendo do signo de leão, sempre tive um gênio forte. Julio descobriu que eu apresentava um desempenho melhor quando estava brava com alguma coisa. A partir daí, passou a me sacanear de todas as formas possíveis antes das provas de natação. Queria me deixar irada porque descobriu que assim eu poderia alcançar resultados melhores.
E ele estava certo!!!!! Sou movida a desafios!!!
Em 1973, numa viagem à Vitória, no Espírito Santo, onde a delegação do América foi participar de uma competição amistosa para comemorar a inauguração da piscina olímpica de um clube capixaba, eu estava escalada para nadar as provas de 100 e 200 metros nado livre. Alguns minutos antes da prova de 100 metros, minha especialidade, ele me chamou e disse que havia mudado de idéia e que a Anita iria nadar aquela prova. Eu fiquei atordoada e perguntei o porque daquela decisão. Ele disse que não confiava que eu fosse ganhar aquela prova e por isso preferia que Anita garantisse a vitória.
Fiquei arrasada. Deixei a piscina e fui chorar no ônibus que servia à equipe. Algum tempo depois, ele entrou no ônibus e perguntou porque eu estava chorando. É claro que disse que era porque ele havia me cortado da prova. Ele, então, disse que tinha mudado de ideia e que me daria a chance de disputar aquela prova. Olhei para ele enfurecida. Saí do ônibus pisando firme e mergulhei na piscina com muita raiva. Precisava provar que eu faria um bom resultado. Ganhei a prova e, melhor que isso, fiz um tempo maravilhoso, melhorando em mais de um segundo a minha marca anterior.

O pódium da competição em Vitória Uhuuuuuuu!!!!

Só muito tempo depois, já adulta, entendi que o Julio agira de propósito.
No início de 1973, viajamos para Porto Alegre para o Troféu Brasil de Natação Juvenil. Foi minha primeira viagem de avião. Num vôo da VASP, fomos eu, Marquinhos, Leila, Denise e o técnico Julio Arthur. Meus pais foram de carro, juntamente com os pais e o irmão mais velho do Marquinhos.

Fiquei num hotel pago pelo América e tive que dividir o quarto com a “arquiinimiga” Leila. As competições aconteciam no Grêmio Náutico União. Não obtivemos grandes resultados, a exceção do Marquinhos que ganhou alguns primeiros lugares.
Marquinhos foi um fenômeno da natação. Entre 1972 e 1974 ele bateu todos os recordes de sua categoria, com exceção das provas de borboleta. Nadava provas de velocidade e de fundo com a mesma competência. Houve uma ocasião em que bateu o recorde dos 800 e dos 1500 metros nado livre numa única prova. No campeonato Sul-americano realizado no Chile ele ganhou seis medalhas de ouro. Infelizmente, Marcos abandonou a natação depois que, por problemas pessoais, Júlio deixou o América. Ele tinha nível de atleta para competir em olimpíadas.
Voltando à Porto Alegre, as duas “peruas”, Leila e Denise, resolveram brincar com minha câmera fotográfica que eu havia deixado no quarto enquanto estava fora com meus pais. As duas queimaram o filme inteiro e quando voltei notei que não havia mais filme disponível,as duas negaram veementemente. Por causa disso, levei uma bronca de meu pai e não ganhei outro filme durante toda a viagem.
De volta ao Rio, fiz questão de revelar o filme e...Bingo! Aparecia o perfil da Leila tentando se esconder atrás da cortina do quarto. Esperei que ela chegasse no clube. Ela tentou fugir de mim, encostei-a na parede e disse algumas verdades exigindo que me pagasse um filme novo. Não resolvi como gostaria, mas como era possível.
Voltei de Porto Alegre de carro com meu pai visitando Blumenau, Brusque e Curitiba. Os pais do Marquinho, Daisy e Pedro, além do irmão Fernando, voltaram com a gente em outro carro.
Foi com o pessoal da natação que comecei a freqüentar festinhas para dançar. Era a época de roquinhos românticos como “Rock and Roll Lullaby” e “Oh Me Oh My”, de BJ Thomas. Para mim, a música que marcou mesmo essa época foi “He Aint Heavy, He’s my Brother”. Até hoje viajo quando consigo ouvir essa música.
As festas aconteciam geralmente lá em casa, por causa da varanda que papai criou na área dos fundos do apartamento, ou na casa do Marquinho, uma cobertura na Rua Campos Salles. A gente colocava uma lâmpada vermelha para iluminar o ambiente e nos sentíamos numa boate.
A disputa era para ver quem dançava com o Marquinho. Eram “apaixonadas” por ele: eu, Elaine (essa era apaixonadíssima, capaz de cometer loucuras!), Kathya, Leila, Denise, e, provavelmente,mais algumas menos sinceras.
Foi também na época da natação que minha vocação para o jornalismo começou a despontar. Resolvi fazer o jornalzinho da natação, ao qual batizei de “O Golfinho”. Com a ajuda do papai e de alguns interessados que sugeriam assuntos, eu preparava algumas materinhas que pesquisava nos livros e jornais da época, do tipo: “A origem do nado crawl”, noticiava os resultados mais significativos das competições internas e ficava catando as fofocas (coluna Fatos e Focas e Fatos e Boatos). As histórias da turminha como paqueras, passeios, viagens e briguinhas eram o assunto predileto e os mais lidos. Era um sucesso!
Papai cuidava da impressão e quando eu chegava no América com a edição mais recente era uma correria! Todo mundo queria ver seu nome no jornal, até os técnicos e dirigentes. Os exemplares eram vendidos a Cr$ 0,50 e o dinheiro arrecadado era usado para comprar discos para animar nossas festinhas. Nessa época os meninos dançavam agarradinhos com as meninas e isso rendia algumas fofocas para o exemplar seguinte. Infelizmente, por problemas com a gráfica, o jornalzinho não passou da sexta edição.
O grande lance era brincar de pêra, uva, maçã ou salada de fruta para ganhar uma bitoca. Auxiliada pelo amigo e vizinho Luizinho, eu a Marquinhos chegamos a “namorar” no sofá lá de casa. Nada além de toques de mãos e uns beijinhos no rosto.
O ano de 1973 foi o ano em que consegui meus melhores resultados, sempre nos 100 metros livres. Os mais importantes foram um terceiro lugar no Campeonato Juvenil da Cidade do Rio de Janeiro e um segundo lugar, quando marquei meu melhor tempo, no Campeonato Aspirante da Cidade do Rio de Janeiro, na piscina do Fluminense.
Quando chegou o final do ano, bem na época do Campeonato Estadual de Natação Juvenil, peguei uma forte gripe e meus resultados não foram aqueles que eu esperava. Piorei meu tempo e alcancei o quinto lugar quando ganhar uma medalha era o objetivo.
No início de 1974 eu deveria nadar nos campeonatos brasileiros de natação juvenil e adulto. Eu tinha expectativa de conseguir nadar a final do brasileiro de juvenil, que se realizou em Salvador, mas eu sabia que não tinha nível para almejar melhores resultados no campeonato brasileiro de adultos, marcado para Brasília.
Julio Artur me disse que eu não poderia nadar o campeonato juvenil porque o América só arcaria com as despesas de duas viagens e que para a equipe o melhor era nadar a competição de adultos em Brasília. Fiquei muito triste.
Nessa mesma época, Valéria me convidou para passar o réveillon em Muriqui. Eu estava com 14 anos, uma moça, e fiquei louca de vontade de ir passar o final de ano com ela. Como eu já sabia que no início de 1974 eu não poderia nadar no campeonato que me interessava, fui falar com o técnico sobre a minha ausência em alguns dias de treino.
Julio Artur me esculhambou! De novo!
Resultado: fui para Muriqui e não fiquei apenas alguns dias. Passei o verão inteiro porque logo na primeira semana de janeiro papai comprou uma casa lá. Quando retornei ao Rio, não sentia mais o menor ânimo para voltar aos treinos.
E esse foi o final melancólico de minha carreira de atleta juvenil.

3 comentários:

  1. Será possível que até agora ninguém mais tenha comentado esse blog? Nesse caso espero que você não ligue desse meu comentário ser atrevidamente longo. É que essas recordações sobre o América estão simplesmente deliciosas! Li e reli, gostei bastante. Foi como voltar no tempo e reencontrar lugares e pessoas queridas. Na verdade você não deve se lembrar de mim e eu da tua turma só me lembrava mesmo do Marquinho. Mas certamente tive a honra de nadar naquelas mesmas piscinas que voces. Olha que coisa, numa conversa em casa outro dia com minha esposa e filhos o pessoal se interessou em saber mais sobre o tal garoto que precisava que os 3 melhores da minha turma, que naquela época eram os meus amigos Gustavo Salgado, Armando e Augusto (primeiro, terceiro e quarto da esquerda para a direita da primeira fila na foto), se revezassem para “puxar” o garoto fenômeno nos treinos do Julio. Assim foi que dei com o teu blog, para minha agradável surpresa. Eu saí do Rio no começo de 73 e acho que nunca soube nem da façanha no Sul americano do Chile, que me deu muitíssima alegria ao saber agora, e nem do triste final que você conta, que me deu muitíssima pena porque todo mundo ali admirava muito o Marquinho, “prata da casa” do América. Que bom alguém ter registrado ao menos um pouco dessa história. São águas passadas, mas quem sabe ajude a evitar que mais tristezas assim aconteçam.

    Olha, muito legal essa sua postura de campeã, bonito mesmo. Acho que o Julio também fazia um bom trabalho e os frutos vieram. Mas tinha outro treinador, mais velho, Walter se não me falha a memória. Um dia ele me fez um elogio, assim do nada. Começou assim, bem entusiasmado e para todo mundo ouvir: parabéns Roberto, porque você... A essa altura os meus amigos pararam nas raias para ver o que é que ele conseguiria dizer de bom logo de mim, e ele simplesmente deixou o som ir sumindo no ar sem concluir. Lógico que todos acharam graça e a frase depois virou piada entre nós. Mas para mim ficou o bom exemplo da nobre capacidade dele de estimular sem lisonja, de reconhecer valor intrínseco no outro, ainda que no limite do intangível. Afinal nem sempre os talentos das pessoas são tão evidentes como os do Marquinho ou os teus. Há aqueles para quem o só conseguir concluir a travessia do Jequiá já significou superação, e o diploma guardado muito orgulho. Também são humanos e às vezes até no peito dos desafinados, como já se disse, também bate um coração!

    Daquela época ainda guardo alguns poucos fragmentos de recordações: a voz do Julio nos treinos; uma competição na piscina de 25 metros do América; outra competição numa piscina também pequena em outro clube na Zona Norte, possivelmente coberta; uma competição que fui assistir na Zona Sul, numa piscina imensa; e o cheiro nauseante das águas da Baía da Guanabara, num trecho com um navio por perto, na tal travessia da Praia do Barão ao Jequiá Iate Club, na Ilha do Governador, maio de 72.

    Imagino que eu tenha torcido por você em alguma competição. Seja como for, torço agora para que você siga conseguindo realizar teus desejos, e que mais que um amor verdadeiro, você encontre o Verdadeiro Amor de Deus, Jesus, a quem pertence a Vitória maior, porque Ele saiu para vencer, os seus olhos são como chama de fogo; na sua cabeça há muitos diademas; está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus; tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: Rei dos Reis e Senhor dos Senhores! Ele diz aos discípulos: no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo!

    Felicidades, e que apareçam muitos outros comentários nesse teu blog!

    Roberto.

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  2. Meu comentário será muito rápido, outra hora escrevo mais. Mas hoje, feriado, dia chuvoso (onde moro, Brasília), resolvi pesquisar no Google por nomes que fizeram parte do meu tempo de nadador no América. Tempos do Júlio Artur Duarte Mendes, Francisco Abtibol, Waldyr Mendes Ramos, Marcos Pedro (Marquinhos), Anita, Leila Gaglialone, Bebela (Isabela, irmã da Leila), Pedro (meu irmão), Armando Negreiros, entre tantos e tants outros, e encontrei o Waldyr no Facebook, e este blog aqui. Numa das fotos identifiquei muita gente, inclusive eu, o Armando, e o Augusto César Lemos Osório. E me lembrei da responsável por este blog: Márcia !! e seus irmãos, identificados na foto. Nossa, literalmente "viajei" com o seu relato, Márcio. E chorei, de emoção, por relembrar tempos tão bonitos e importantes na minha vida. Lembrei-me das competições, das travessias, da alimentação proposta pelo Júlio à época, enfim de tantas e tantas lembranças. Eu sou o Gustavo Salgado (Gustavo Souto Maior Salgado) citado na mensagem anterior, mas não consegui lembrar quem é o Roberto, autor da mensagem. Enfim, vou guardar o endereço do blog, e mais pra frente comento de novo. Parabéns, Márcia, você hoje me fez um bem danado !! no Facebook estou como "Gustavo Souto Maior", em uma foto com uma bicicleta, minha paixão no momento (ciclismo!). Abraço, Gustavo

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    1. Oi Gustavo! Adorei seu comentário e fiquei feliz provocar suas lembranças e sua emoção. Há poucos anos atrás falei com sua irmã em Brasília. Na época eu morava ai. Meu irmão Eduardo mora em Águas Claras e eu estou voltando para Brasília em breve.

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