
Acho que minha paixão por carnaval teve foi cultivada desde muito cedo pela minha mãe. Desde meus seis meses de idade que mamãe sempre me fantasiava.
A primeira fantasia foi de bailarina (aliás,esse era o sonho dela....chegou a me matricular nas aulas de balé, mas papai abortou a idéia porque achava que não devia estimular minha possível vovação para a dança....e eu só tinha quatro aninhos!!!).
Depois vieram as fantasias de grega, baiana, índia, tirolesa, colombina...e muitas outras.
Meu último carnaval no América foi fantasiada de malandra num grupo formado pelos nadadores do América.
Frequentei os bailinhos infantis do américa até meus 12 anos. Depois, aos 14 anos, passei a brincar nos bailes do Country Club de Muriqui.
Foram muitos carnavais em Muriqui. Eu adorava! Lembro bem dos bate-bolas, tradicional fantasia utilizada por rapazes dos subúrbios do Rio de Janeiro.
Não existiam bate-bolas na Tijuca e, naquela época, as fantasias eram apenas um macacão largo, tipo palhaço, de cetim em duas cores. Metade do macacão era de uma cor e metade de outra. Eles usavam máscaras muito feias e amarravam uma bexiga de boi num pedaço de pau e saíam pelas ruas batendo a bexiga no chão e assustando as crianças.....Sempre achei essa brincadeira meio boba, mas eram assim os carnavais de Muriqui.
Já os bailes do Country eram tudo de bom!!! Como passávamos o verão inteiro em Muriqui, conhecíamos muita gente e todos estavam reunidos no baile. Era muito legal!!
Minhas primas Elaine e Luciene chegaram a deixar o Rio e seguir para lá com um monte de amigos. Sempre tinha gente hospedada lá em casa para curtir aquele carnaval. Também tinham os blocos nas ruas, as batucadas na praia....era uma delícia!
Depois veio o tempo dos desfiles em escolas de samba do Rio de Janeiro. Beija-Flor de Nilópolis em 1981, Mangueira em 1986 e 1987. Nessa época fui a alguns bailes de clubes do Rio, mas não gostei não...fiquei desconfortável com tanta baixaria. Exceto pelo Baile do Champagne, no Scala em 1987. Além de animado, era mais comportado e nós ficamos num camarote bem legal. Tão legal que, lá pelas tantas, apareceu por lá o Aécio Neves. Uauuuuuu!!! Um gatinho! E adivinha com quem ele brincou naquela noite? Eu mesma!!!! Rolou até uns beijinhos. Mas depois ele seguiu com os amigos para a boate Hippopotamus e eu achei que devia ficar no Scala com minhas amigas. Passei meu telefone para ele....e ele nunca telefonou. Dá pra acreditar que eu fiz uma bobagem dessas?
Em 1988 conheci o carnaval de Recife. Olinda e Galo da Madrugada! Bebi demais nesse carnaval!!! E me diverti muito também.
Foi então que, em 1989. conheci o carnaval de Salvador, na Bahia.
Nem foi uma opção minha brincar o carnaval da Bahia, que eu achava muito violento, mas, como era repórter da TV Aratu de Salvador, tive que trabalhar durante a festa. Foi amor a primeira vista!!! Desde do tempo das mortalhas... Bloco Eva, Pinel, Crocodilo, Coruja, Camaleão (esse é amor verdadeiro!!!). Depois vieram os alternativos: Acadêmicas, Nú Outro Eva, Adrenalina, Nana Banana, Coco Bambú e Me Abraça, além do trio de Armandinho, Dodô e Osmar. Passei muitas noites, em especial o amanhecer da quarta-feira de cinzas, em cima do trio de Osmar em plena Praça Castro Alves no encontro de trios que encerrava o carnaval da Bahia e que deixou de acontecer após a morte de Osmar.

E é em Salvador que, até hoje, gosto de brincar o carnaval. Se não puder ir até lá, prefiro nem brincar porque não acho mais a menor graça em outros carnavais.
Primeiro carnaval - Bailarina

















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