quinta-feira, 20 de maio de 2010

Primeira Comunhão

Em 1966 comecei o curso primário na Escola Benedito Ottoni.
Estudei lá até a quarta série, mas me fizeram pular a segunda série, o que, apesar de ter me adiantado em um ano o tempo de escola, criou um problema para que eu voltasse a conseguir acompanhar o nível da turma. Tornei-me má aluna de português, até hoje detesto gramática. Nunca fui reprovada graças às notas de redação e interpretação de texto. Sofria por não conseguir entender porque algumas palavras eram com “ç” e outras com dois “s”, porque algumas palavras eram com “z” e outras com “s” se o som era o mesmo.
Marcelo Rubens foi o nome da minha paixão nessa época, um garotinho clarinho de olhos verdes. Nessa época, minha melhor amiga era a Valéria, que estudava na mesma escola e era filha da amiga da mamãe que tinha casa em Muriqui.
Esse tempo de escola não foi lá muito marcante. Nada além da rotina normal de aulas, recreio e provas.
Por falar em recreio, tinha uma carrocinha de cachorro quente da marca “Geneal” que ficava parada na porta da escola. Cheguei a me endividar com o vendedor de tanto que gostava de cachorro quente. Comia todo dia.
Lembro das aulas de catecismo e da cerimônia de primeira comunhão realizada na Igreja Santa Terezinha, na Rua Mariz e Barros. A festa aconteceu no pátio da escola.

Mamãe preparou outra festa de primeira comunhão que aconteceu à noite na nossa casa. Ela preparou tudo em casa, tanto as comidas servidas como os enfeites da linda mesa de doces. Além de uns anjinhos feitos em cartolina, lembro com grande carinho a imagem de minha mãe passando noites e noites ocupada em recortar e enrolar papel laminado para fazer centenas de pequenas bolinhas prateadas. Essas bolinhas foram enfileiradas em um fio de naylon de forma a compor um pequeno terço de papel. Cada terço foi colocado dentro de uma caixinha de fósforos forrada com papel prateado e enfeitada com uma pequena imagem de santo. Foram muitas bolinhas, muito trabalho para construir os quase 50 terços e muita dedicação de minha mãe. Fazia tudo isso depois de um dia de trabalho no SESI, além das tarefas diárias de uma dona de casa com três filhos pequenos.

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