sábado, 15 de maio de 2010

Minha Família

Meus pais – Edison e Maria do Socorro.
Meus irmãos – Eduardo e Edison Júnior (Edinho)
Meu pai nasceu no Rio de Janeiro no último dia de 1931, embora o registro marque o dia 31/01/1931, ou seja, quase um ano antes.
Criou os filhos trabalhando no BANERJ, que antes era BEG e antes disso era Banco da Prefeitura do Rio de Janeiro. Em 1974 passou a trabalhar também no Ministério da Educação, e, em 1976, foi aprovado em concurso público para trabalhar na recém-criada Funarte. Em 1982 ele se aposentou do BANERJ quando ocupava o cargo de Chefe da Compensação de Cheques, que acontecia no período noturno. Durante quase oito anos ele cumpriu duas jornadas. Dureza! Das 9 às 18 horas na Funarte e das 19 às 2 horas da madrugada no BANERJ. Isso quando o sistema de compensação não dava problema....
Considero meu pai um vitorioso, pois ascendeu socialmente de forma honesta e na base de muito trabalho. Veio de uma família muito simples, foi criado numa casa em São Cristóvão que ficava de frente para um cortiço. Cursou apenas o primeiro grau e só quando já passava dos quarenta anos conseguiu completar o segundo grau.
Fomos criados com muito conforto e com acesso a comodidades de um padrão de vida acima da maioria dos nosso colegas, crianças de famílias até mais bem colocadas financeiramente do que a nossa.
Não me lembro de ter passado um único período de férias ou grandes feriados sem viajar. Íamos para hotéis, casas de veraneio alugadas ou casas e fazendas de amigos.
Na Funarte, papai trabalhou um bom tempo no Projeto Pixinguinha e viajava na companhia de bandas de rock como “Biquíni Cavadão” e “João Penca e seus Miquinhos Amestrados”, além de conviver com muitos outros artistas.
Até hoje meu pai me enxerga como sua filhota, e às vezes, é radical em suas opiniões quanto às atitudes que tomo na vida. Geralmente é contra.
Até hoje ele, às vezes, me chama de “Chiquinha” por causa do penteado em forma que minha mãe fazia com freqüência quando eu era ainda uma criança.
Mamãe nasceu em São José do Egito, interior de Pernambuco em 21/10/1933, mas seu registro também foi feito com data errada – 22/06/1934. Coisas provocadas pelas dificuldades de épocas passadas.
Perdeu o pai aos três anos de idade. Quando minha avó se casou novamente, ela e minha tia Terezinha foram mal recebidas pelo padrasto que as tratava de maneira muito diferente da forma como tratava os próprios filhos. Ele trabalhava no Banco do Brasil, mas era muito controlado com o próprio dinheiro.
Por causa do trabalho do Eliakim, a família saiu de Pernambuco, passou um tempo no interior de Minas Gerais, em Guaxupé e Uberlândia e depois chegaram ao Rio de Janeiro, indo morar em Madureira.
Estudou apenas até o primário, mas escreve e tem uma rapidez de raciocínio para cálculos matemáticos de dar inveja.
Até hoje, com mais de 70 anos de idade, tem dezenas de amigas, inclusive amigas da época de colégio. Mamãe sempre foi uma pessoa muito simpática. Adorava puxar assunto com desconhecidos, seja nas filas, na sala de espera do médico ou na praia. Afirmo, sem medo de errar, que podem existir mães iguais a minha, melhores não.
Nossa família, nessa época, era bem grande. Minha mãe é de uma família de seis filhos. Minha avó Roselvira era pernambucana, nascida em 07/01/1910, era professora e ficou viúva de meu avô Eduardo, um paraense que morreu de tuberculose em 1936 aos 28 anos. Casou de novo com Eliakim, um ano mais velho que ela. Do primeiro casamento nasceram minha mãe, Maria do Socorro, minha tia Therezinha e um tio que não conheci, Romero que morreu com 21 anos. Do segundo casamento nasceram os meninos Roseli, Eliakim, Cid Ney, além da caçula Vânia.
Elaine é a neta mais velha de minha avó materna. Depois nasci eu. Em seguida vieram Luciene, Eduardo, Márcio, Edinho e Cláudio.
A partir de 1967 e até 1991, nasceram mais oito netos.
Na família do meu pai eram quatro irmãos, além de Elza, que também morreu muito cedo, aos 21 anos. Meu pai, Edison, é o mais novo. Meu avô, José, nasceu nos Estados Unidos. Na verdade era filho de portugueses e apenas nasceu na Califórnia, já que veio para o Brasil ainda bem criança no final do século XIX. Nunca aprendeu a falar inglês.
Minha avó Rosa, mãe de meu pai, era uma autêntica portuguesa que emigrou para o Brasil no início do século XX. Já chegou aqui viúva e com uma filha de nome Ana que morreu aos sete anos. Conheceu meu avô e nasceram Hélia, Elza, Jorge. José Filho e meu pai, Edison.
Éramos os netos mais novos na família do papai, a exceção da Rosa, filha do tio Zeca e do Jorginho. As primas Elza e Leila eram uns dez anos mais velhas que a gente. Carmen Lúcia, Sérgio, Rosangela e Rosinha são da nossa faixa de idade. Da família de papai apenas a prima Rosangela, seis meses mais velha que eu, faz parte da minha vida de forma marcante.
Em 1964 perdemos um primo, Paulo que tinha 14 anos e era filho da minha tia Hélia e irmão da Rosangela e da Leila e da Elzinha.

Um comentário:

  1. gostei de ver você vestida de Rita Pavone. Tomei a liberdade de copiar sua foto e postei em meu blog sobre a Rita Pavone... confira:
    http://ritapavoneinterview.blogspot.com.br/2012/07/patricia-ken-very-ardous-rita-pavone.html

    ResponderExcluir